Britânia Vs Britannia: Os dois nome são corretos, o primeiro é o nome em português e o segundo o nome em latim que foi usado pelos romanos para dar nome a província que ficava ao sul da Grã Bretanha. Como nunca vi alguém no Brasil numa conversa normal se referir aos Estados Unidos como United States, ao Japão como Nippon e etc., Britânia fica mais correto.
Japonês | “brasileiro” | inglês
Nihon/Nippon – nihonjin | Japão – japonês | Japan – japanese
Burajiru – burajirujin | Brasil – brasileiro | Brazil – brazilian
Com isso:
Britannia – britanniajin (ignorando a escrita literal em katakana) | Britânia – britânico | Britannia – britannian
Vendo a parte em japonês, percebe-se que as palavras usadas para a nacionalidade é nada mais que o nome do país junto com o kanji de “hito” (que muda de som para “jin”), então britanniajin seria literalmente “pessoa da Britânia”. Britânico é usado atualmente para quem nasceu na área da atual Grã Bretanha, a mesma área da Britânia. Voltando na história, Tibério Cláudio César Britânico recebeu o nome “Britânico” após seu pai Cláudio ( Imperador de Roma ) conquistar as ilhas britânicas em 43 ( se tornou a Província da Britânia ). Os britânicos foram obrigados a jurar fidelidade a Roma e a pagar tributos. Portanto, o termo “britânico” é usado também para definir aqueles que viveram na “Britânia”. O termo “britannian” é usado pelos subers estadunidenses, um termo em inglês usado inclusive em jogos como o Ultima, exemplo: “Britannian magic: The magic of Britannia is a highly complex art…”. Conclusão: se algum suber br usa o termo “britannian”, eles estão errados e o problema não é nosso. Saber pelo menos um pouco de japonês ajuda na tradução ao invés de ficar traduzindo cegamente a partir do inglês. Aos invejosos que ainda continuam rondando o site, eu pergunto, para quê se dão ao trabalho de vir aqui? Aqui não é ruim? Para quê comentar se sua ignorância será barrada na moderação? Inveja mata! E nem sei para quê essa “inveja”, estamos aqui fazendo um trabalho de “fãs para fãs” para divulgar os animes, se você quer é aparecer, coloque uma melancia na cabeça, tire a roupa e corra numa avenida.
Para aqueles que não merecem isso, hoje ainda devo trazer um lançamento.
EDIT: Para o idiota que seus comentários já são considerados SPAM no WordPress. Em nenhum momento do texto eu disse que a Britânia do Code Geass é a Grã Bretanha atual, só mostrei a origem da palavra e que a nossa grafia da mesma está certa junto com o uso de “britânico”. Se o senho sabe-tudo não sabe que “britannian” é um termo em inglês, é bom que reveja seus conceitos sobre “saber-tudo”.
maio 7, 2008


q lançamento ira trazer???
espero q seja nagasarete ^^
O raciocínio de vocês esta correto, as pessoas esquecem que no português, como em toda lingua existe o fator histórico. Exemplo disso é o porquê do português falar Pequim e não Beijing como no resto do mundo. E só para que as pessoas aprendam vou colocar aqui a explicação:
Para nós, os chineses da capital vivem em Pequim, mesmo que eles gritem todos juntos que vivem em Beijing. Nossos antepassados lusitanos entraram na China no séc. XVI; como herança deles, falamos uma língua que conhece o nome Pequim há quase 500 anos. Aliás, no início havia também algumas divergências quanto à sua pronúncia, mas sob outro enfoque: Fernão Mendes Pinto, o extraordinário escritor-viajante, fala, no capítulo CV da Peregrinação, desta “cidade que nós chamamos Paquim, a quem os seus naturais chamam Pequim”. Portugal manteve intenso intercâmbio com a China, enviando embaixadores, missionários, aventureiros, comerciantes e militares (não necessariamente nessa ordem) ao império dos “chins”, como diziam, acabando por estabelecer uma base em Macau, até recentemente sob domínio ocidental. Por tudo isso, nosso idioma se acostumou a nomes como Pequim, Cantão e Nanquim, além de suas derivações: falamos da cozinha cantonesa, da tinta nanquim, do cachorro pequinês (aquele pequeno cãozinho doméstico de focinho achatado). Assim vivemos felizes por meio milênio, e não vamos trocar tudo isso apenas por causa de uma lei chinesa.
O governo da China, pretendendo uniformizar as transliterações que o Ocidente faz de seus nomes, desenvolveu e divulgou o sistema PINYIN, que regula a transcrição fonética da língua chinesa para o alfabeto romano. É útil e necessária a honorável iniciativa das veneráveis autoridades chinesas; a adoção desse sistema trará, finalmente, a serenidade aos leitores que, como eu, se sobressaltam a cada nova grafia do célebre presidente Mao (Mao Tse-Tung, Mao Tsetung, agora Mao Zedong) ou do não menos famoso Chiang Kai-shek (Chang Kai-chek, Tchang Kai Chek, parece que agora Jiang Jieshi). Como disse um jornalista pouco respeitoso, “o sistema pinyin vai acabar finalmente com a sopa de letrinhas!”.
Isso não significa, porém, que vamos abandonar os nomes já enraizados em nosso léxico. Para entender por que afirmo isso, basta comparar, no quadro abaixo, o nome tradicional com a nova versão pinyin:
Cantão – Guangzhou
Xangai – Shanghai
Pequim – Beijing
Nanquim – Nanjing
Hong-Kong – Xianggang
Nota que não houve aqui uma “troca de nome”, como a do Sião para Tailândia, ou de São Petersburgo para Leningrado, e de Leningrado de novo para São Petersburgo – casos em que existe uma pressão natural que nos leva a adotar a nova denominação. Houve apenas uma troca de sistema de transcrição, o que termina sendo pouca coisa além de uma troca na grafia (já que a pronúncia é variável nas diferentes regiões da vasta China continental). É sabido que as leis ortográficas de um país não costumam ter repercussão nas outras línguas. Quando nós oficializamos a grafia Brasil, os países de língua inglesa continuaram a usar Brazil, a forma consagrada durante nosso regime imperial, enquanto a França, alheia a tudo, sempre usou alegremente o seu Brésil. Por isso, mesmo que um bilhão de chineses não concordem, devemos manter o Pequim do Português, da mesma forma que se mantiveram Pékin (Fr.), Pechino (It.), Pekín (Esp.) e Peking (Al.). Só os jornais de língua inglesa se apressaram em aderir à novidade; talvez, em nome da globalização, nossa imprensa pudesse adotar o hábito educativo de incluir, entre parênteses, o nome reformulado: Pequim (Beijing).
Desculpe pelo post enorme, mas é para corroborar com seu raciocínio.
isso me lembrou os chatos que falam:
nao eh saKÚra, eh SÁkura…
nao eh naRÚto, eh NÁruto…
quando eu for pro japão eu flo sákura….aqui no Brasil dexa eu fla sakúra em paz….XD
Powerful!!! |o| Aih… adoooro etimologias… :3 pena daqueles que desconhecem a etimologia das palavras… fazer o quê, né? ;P
lol, isso foi bastante informativo :3
mas….afinal de contas sempre haverá esse tipo de gente não? são os típicos encrenqueiros covardes que só sabem encher o saco quando estão em grupo, em um lugar que o outro não pode ir etc. -.-
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~/o/
(Fugindo da aula.)
XDDDDD
Caraca! Muito bom o post, ssthzero =3
E o complemento do Darkside tb, praticamente um post a parte xD
É legal ver esse tipo de assunto correlacionado de vez em quando ……./o/
Daqui a poco vai ter q abrir um wiki pro eternal >.<
Alias, mto bom post, bem explicativo, e digo o mesmo para os comentarios xD
Anime é cultura! |o|
Gostei muito dos dois post. Ambos foram informativos.
Agora a respeito da minha opinião acho que haverá certos países que pensam que podem retirar a cultura doutros países.
Sou português e respeito a minha cultura como outra qualquer.
Um exemplo disso mesmo é por escrever em Portugal uma palavra de forma diferente, que essa mesma palavra por se escrever no brasil de outra forma não quer dizer que esteja mal. Cada país tem a sua identidade e isso mesmo reflecte-se na escrita.
Em resumo axo muito de se orgulhar da nossa cultura, escrita e língua. Por isso mesmo dou a minha maior força à EternalFansub por preservar a nossa cultura e escrita o/
Wow! o.o
Muito bom post! De fato já tinha ouvido discussões sobre Britannia Vs Britânia. Adorei! E o complemento, perfeito idem!
Go Go EA!
non creio q tive coragem de ler tudu isso e ainda por cima comentar no final u.u